Respiração bucal pode afetar a mordida e o desenvolvimento facial

Respiração bucal pode afetar a mordida e o desenvolvimento facial

Respiração bucal pode afetar a mordida e o desenvolvimento facial<br />

Respiração bucal pode afetar a mordida e o desenvolvimento facial

Você já reparou se seu filho dorme de boca aberta ou costuma respirar pela boca durante o dia?

Esse comportamento, que muitas vezes parece inofensivo, pode trazer sérias consequências para a saúde bucal e o desenvolvimento da face, especialmente durante a infância.

O que é a respiração bucal?

A respiração ideal é feita pelo nariz. De fato, o nariz é uma estrutura especializada que filtra, umidifica e aquece o ar antes de ele chegar aos pulmões, graças a elementos como os cílios e os cornetos nasais, que capturam impurezas e aumentam a eficiência da troca gasosa.

No entanto, algumas pessoas, principalmente crianças, acabam desenvolvendo o hábito de respirar pela boca, seja por obstruções nas vias nasais (como amígdalas aumentadas, adenoides, rinite ou desvio de septo) ou por questões comportamentais e posturais.

Quando esse padrão se mantém por longos períodos, falamos de respiração bucal crônica, que pode alterar a postura da língua, o tônus muscular da face e até mesmo o crescimento ósseo da região maxilofacial.

Quais os impactos da respiração bucal na mordida e no sorriso?

A forma como respiramos influencia diretamente o equilíbrio entre os músculos da face, a posição da língua e o desenvolvimento das arcadas dentárias. Alguns efeitos comuns incluem:

1. Mordida cruzada e palato estreito

Em uma respiração normal pelo nariz, o ar passa pelas vias nasais e isso estimula o crescimento adequado das estruturas faciais, inclusive o céu da boca (palato). Mas quando a criança respira pela boca, o ar não passa pelo nariz e essa estimulação natural não acontece.

Além disso, a língua, que normalmente deveria estar encostada no palato e ajudando a moldá-lo, fica em posição mais baixa na boca, por causa da respiração bucal. Sem a pressão da língua contra o palato, ele tende a crescer mais estreito e alto, formando o chamado ‘palato ogival’ ou ‘palato profundo’.

Ou seja, é como se o céu da boca não fosse ‘empurrado para baixo’ e para os lados pela língua, e acaba se fechando para cima, alterando também a mordida e até a forma do rosto.

2. Mordida aberta anterior

Outro efeito bastante comum é a mordida aberta anterior, em que os dentes da frente não se tocam ao fechar a boca. Isso dificulta a mastigação e interfere na estética do sorriso e na fonação correta de alguns sons.

3. Dentes projetados e sorriso “pra frente”

A respiração bucal pode favorecer a protrusão dos dentes superiores, resultando em um sorriso com os dentes “pra fora”, lábio superior projetado e maior risco de traumas dentários. Além disso, é comum o paciente apresentar o que chamamos de “face longa” ou “face adenoideana”, com características como olheiras, expressão cansada, lábios entreabertos e queixo mais retraído.

4. Alterações na fala, deglutição e postura corporal

A má postura da língua pode causar deglutição atípica (em que a língua empurra os dentes ao engolir), alterações na fala e desequilíbrios posturais. Crianças respiradoras orais muitas vezes apresentam a cabeça projetada para frente e até dificuldades de concentração, já que a oxigenação durante o sono costuma ser prejudicada.

Como identificar se a criança respira pela boca?

Fique atento a sinais como:

  • Dormir de boca aberta, roncar ou babar no travesseiro;
  • Boca seca ao acordar e lábios constantemente rachados;
  • Olheiras persistentes, mesmo com boas noites de sono;
  • Cansaço excessivo, irritabilidade ou dificuldade de concentração;
  • Postura curvada ou cabeça inclinada para frente;
  • Dificuldade na fala ou deglutição ruidosa.
  • Esses sinais, quando associados, indicam a necessidade de uma avaliação profissional cuidadosa.

Quando procurar ajuda profissional?

Ao perceber esses sinais, é importante procurar uma equipe multidisciplinar, que pode incluir:

Os principais profissionais envolvidos são:

  • Ortodontista ou ortopedista funcional dos maxilares – avalia o desenvolvimento das arcadas dentárias, a mordida e o posicionamento da língua;
  • Otorrinolaringologista – investiga obstruções nas vias aéreas superiores (como adenoides e amígdalas aumentadas, pólipos, rinite alérgica, entre outros);
  • Fonoaudiólogo – atua na reabilitação das funções orais, como respiração, deglutição e fala;
  • Pediatra ou alergista – em casos de alergias respiratórias frequentes ou distúrbios do sono.

Quanto antes tratar, melhor!

A infância é a fase ideal para intervir, pois o organismo ainda está em desenvolvimento e responde muito melhor aos estímulos corretivos. Tratar a respiração bucal precocemente pode prevenir deformidades ósseas, evitar problemas ortodônticos mais complexos e melhorar a qualidade do sono, da aprendizagem e da autoestima.

Em muitos casos, o uso de aparelhos ortopédicos funcionais, expansão palatina e exercícios fonoaudiológicos ajudam a redirecionar o crescimento e restaurar as funções respiratórias e orais.

Conclusão

Respirar pela boca não é apenas um hábito, sendo um sinal de alerta. Ele pode estar comprometendo a saúde bucal, o crescimento facial e o bem-estar geral do paciente, especialmente quando ocorre desde a infância.

Por isso, se você observa esse comportamento no seu filho (ou em você mesmo), procure um ortodontista de confiança e um otorrino para uma avaliação completa.

Com um diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, é possível reverter os impactos da respiração bucal e garantir uma vida mais saudável, funcional e com um sorriso mais bonito.

A clínica Kátia Rie Odontologia oferece atendimento em odontopediatria, ortopedia funcional dos maxilares e ortodontia para crianças a partir dos 5 anos e adolescentes.

Com uma abordagem acolhedora e individualizada, acompanhamos cada etapa do crescimento com atenção, carinho e profissionalismo.

Aqui, seu filho é cuidado com respeito, segurança e muito afeto, para crescer com saúde e confiança no próprio sorriso.

Agende uma consulta conosco e venha conhecer o cuidado que seu filho merece. Aqui, o sorriso do seu pequeno está em boas mãos!

Kátia Rie Odontologia é uma clínica odontológica em São Paulo, reunindo profissionais experientes em diversas áreas da odontologia.

Localizada em Cerqueira César – São Paulo, entre a Av. Paulista e a Consolação, clique aqui para ver a localização.

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Dra. Kátia Rie – CROSP 41476

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Ortodontista em São Paulo – entre a Paulista e Consolação (Cerqueira César)

Sou ortodontista apaixonada por sorrisos harmônicos e funcionais. Acredito em um atendimento humanizado e de excelência em cada detalhe.

Trabalho com aparelhos ortodônticos e Invisalign, realizo clareamento dental e limpeza com AirFlow, dentre outros tratamentos — sempre com foco na estética, saúde bucal e bem-estar dos meus pacientes.

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Fonoaudiologia e Ortodontia: por que caminham juntas?

Fonoaudiologia e Ortodontia: por que caminham juntas?

Fonoaudiologia e Ortodontia: por que caminham juntas?

Fonoaudiologia e Ortodontia: por que caminham juntas?

Quando pensamos em tratamento ortodôntico, é comum imaginarmos apenas o uso de aparelhos para corrigir o posicionamento dos dentes.

Mas o que muitos pacientes não sabem é que a posição dos dentes, em diversas situações, está diretamente ligada à forma como usamos nossa boca no dia a dia: a forma como falamos, engolimos, respiramos e até como posicionamos a língua e os lábios.

O trabalho entre ortodontistas e fonoaudiólogos é complementar e integrado. Ambos atuam com um objetivo comum: restabelecer o equilíbrio das funções orais e musculares.

Enquanto a ortodontia corrige o posicionamento dos dentes, a fonoaudiologia atua na reeducação dos músculos orofaciais e na melhora das funções como respiração, mastigação, deglutição e fala.

Essa parceria é essencial para alcançar resultados mais eficazes, duradouros e funcionais no tratamento ortodôntico.

O que faz o fonoaudiólogo no contexto ortodôntico?

O fonoaudiólogo é o profissional da saúde responsável por avaliar, diagnosticar e tratar alterações nas funções orofaciais, que incluem:

  • Respiração (oral, nasal ou mista);
  • Mastigação;
  • Deglutição;
  • Fala;
  • Postura da língua, dos lábios e da mandíbula.

Quando essas funções estão comprometidas, podem afetar diretamente o crescimento facial, o desenvolvimento dos ossos da mandíbula e maxila, além de influenciar negativamente na posição dos dentes.

Por isso, o fonoaudiólogo atua em parceria com o ortodontista, promovendo a reeducação muscular e funcional. Essa integração é fundamental para que o tratamento ortodôntico seja não apenas eficaz, mas também estável e duradouro.

Por que a fonoaudiologia é importante no tratamento ortodôntico?

O tratamento ortodôntico corrige a posição dos dentes e dos ossos, mas se os hábitos disfuncionais não forem tratados, existe um grande risco de recidiva, ou seja, os dentes podem voltar a entortar com o tempo.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Respiração oral

Quando a pessoa respira pela boca, há um desequilíbrio muscular que afeta o posicionamento da língua, lábios e bochechas. Isso pode causar mordida aberta, palato estreito e até projeção dos dentes superiores.

  • Posição inadequada da língua

A língua está posicionada corretamente quando fica suavemente apoiada no palato ou céu da boca, sendo que sua ponta deve ficar em contato com a papila incisiva, logo atrás dos dentes superiores.

Por outro lado, a língua mal posicionada poderá empurrar os dentes da frente quando estiver em repouso, ao falar ou engolir, contribuindo para o desenvolvimento da mordida aberta.

Nesses casos, o ortodontista realiza a correção da posição dentária e óssea, enquanto o fonoaudiólogo trabalha para reeducar os movimentos da língua e a função muscular, prevenindo que o problema volte a ocorrer.

Como reforço, podem ser utilizados esporões linguais para auxiliar na correção do comportamento e postura da língua.

Esporão lingual utilizado para corrigir o mau posicionamento da língua

Esporão lingual utilizado para corrigir o mau posicionamento da língua

  • Alterações na fala

Problemas na articulação de sons (como o “s” ou o “r”) podem estar relacionados à má postura da língua ou alterações dentárias que impedem uma boa movimentação dos músculos da fala.

  • Maus hábitos orais

Sucção de dedo, chupeta ou até apoio constante da língua nos dentes são fatores que comprometem a harmonia do sistema estomatognático (estrutura que envolve boca, língua, músculos e articulações).

Para situações em que a criança tem um forte hábito de chupar o dedo ou a chupeta, pode ser necessário reforçar o tratamento fonoaudiológico com o uso de um dispositivo ortodôntico chamado grade palatina.

Grade palatina para inibir hábitos de sucção de dedo ou chupeta

Grade palatina para inibir hábitos de sucção de dedo ou chupeta

O tratamento fonoaudiológico: como funciona?

O acompanhamento fonoaudiológico é individualizado e adaptado às necessidades específicas de cada paciente. Após uma avaliação detalhada, o fonoaudiólogo elabora um plano terapêutico que pode incluir:

  • Exercícios para fortalecer e coordenar os músculos da face;
  • Treinamento da respiração adequada, com foco na respiração nasal;
  • Correção da posição da língua, tanto em repouso quanto durante a deglutição;
  • Orientações para uma mastigação equilibrada, utilizando os dois lados da boca;
  • Atividades que favorecem a articulação clara e precisa da fala.

O principal objetivo é restabelecer o equilíbrio funcional da musculatura orofacial, garantindo que os novos padrões musculares estejam alinhados ao tratamento ortodôntico, contribuindo para resultados mais eficazes e duradouros.

Quando procurar um fonoaudiólogo durante o tratamento ortodôntico?

É comum que o próprio ortodontista recomende o acompanhamento fonoaudiológico ao notar sinais de desequilíbrio funcional.

 

Ortodontia e fonoaudiologia: uma parceria que transforma sorrisos

A combinação entre o tratamento ortodôntico e a terapia fonoaudiológica é um grande diferencial para alcançar resultados mais eficazes, duradouros e funcionais. Afinal, não basta apenas corrigir o posicionamento dos dentes, sendo fundamental corrigir também os hábitos que causaram o desalinhamento, para que os resultados se mantenham ao longo do tempo.

Cuidar da saúde bucal vai muito além da estética. É um investimento em qualidade de vida: melhora a respiração, favorece uma fala mais clara, contribui para uma mastigação eficiente e proporciona um sorriso que, além de bonito, é verdadeiramente saudável.

Se você está em tratamento ortodôntico — ou pensando em iniciar —, converse com seu ortodontista sobre a possibilidade de incluir o acompanhamento fonoaudiológico.

Seu sorriso (e sua saúde como um todo) agradecem!

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