O que são lesões não cariosas e por que são cada vez mais frequentes?
Aqui você vai encontrar:
- 1 O que são lesões não cariosas e por que são cada vez mais frequentes?
- 2 O que são lesões não cariosas?
- 3 Tipos de lesões não cariosas
- 4 1. Abfração
- 5 2. Abrasão
- 6 3. Erosão
- 7 4. Atrição
- 8 Por que essas lesões estão cada vez mais comuns?
- 9 Quais são os sintomas?
- 10 Prevenção: o cuidado começa no dia a dia
- 11 Um olhar atento para preservar a estrutura dental
Quando pensamos em desgaste dental, a primeira associação costuma ser a cárie.
No entanto, nem toda perda de estrutura do dente está relacionada à ação de bactérias. Existem alterações chamadas lesões não cariosas, que têm se tornado cada vez mais frequentes nos consultórios odontológicos.
Compreender o que são, por que surgem e como preveni-las é fundamental para preservar a saúde bucal a longo prazo.
O que são lesões não cariosas?
Lesões não cariosas são perdas de estrutura dental que não são causadas por cárie, ou seja, não envolvem a ação direta de bactérias que produzem ácidos a partir de açúcares.
Elas resultam de processos físicos, químicos ou mecânicos que levam ao desgaste do esmalte e, em alguns casos, também da dentina. Esse desgaste pode ser progressivo e silencioso, muitas vezes passando despercebido nas fases iniciais.
Diferentemente da cárie, que está associada à desmineralização localizada causada por biofilme bacteriano, as lesões não cariosas envolvem fatores como força excessiva, atrito inadequado ou exposição frequente a ácidos.
Tipos de lesões não cariosas
As lesões não cariosas podem ser classificadas de acordo com o mecanismo que provoca o desgaste. As principais são:
1. Abfração
São lesões geralmente localizadas na região cervical do dente (próxima à gengiva), com formato em “V” ou cunha. Estão relacionadas a tensões oclusais excessivas, como apertamento ou bruxismo.
Essas forças repetitivas provocam microflexões na estrutura dental, resultando na perda de esmalte e dentina nessa região.
2. Abrasão
É causada por atrito mecânico inadequado, como escovação com força excessiva, uso de escovas muito duras ou cremes dentais altamente abrasivos.
Costuma aparecer também na região cervical dos dentes e pode estar associada à retração gengival.
3. Erosão
Ocorre pela ação química de ácidos não bacterianos sobre a superfície dental. Pode estar relacionada ao consumo frequente de bebidas ácidas (refrigerantes, energéticos, sucos cítricos), dietas ácidas ou até condições médicas como refluxo gastroesofágico.
A erosão provoca um desgaste mais difuso, deixando os dentes com aspecto mais liso, fino e, em casos avançados, translúcido.
4. Atrição
É o desgaste provocado pelo contato dente com dente, comum em pacientes com bruxismo ou apertamento. Afeta principalmente as superfícies mastigatórias e incisais, reduzindo a altura dos dentes ao longo do tempo.
Por que essas lesões estão cada vez mais comuns?
Diversos fatores da vida moderna contribuem para o aumento da prevalência das lesões não cariosas:
- Maior consumo de bebidas ácidas e industrializadas
- Rotinas de escovação inadequadas, muitas vezes com força excessiva
- Níveis elevados de estresse, favorecendo bruxismo
- Uso prolongado de medicamentos que reduzem o fluxo salivar
- Má oclusão
- Refluxo ácido
Além disso, hoje os pacientes mantêm seus dentes naturais por mais décadas. Isso é extremamente positivo, mas também aumenta a exposição cumulativa a fatores de desgaste ao longo da vida.
Quais são os sintomas?
Nem sempre as lesões não cariosas causam dor inicialmente. Por isso, podem evoluir silenciosamente. Os sintomas mais comuns incluem:
- Sensibilidade ao frio, calor ou alimentos doces
- Desconforto ao escovar os dentes
- Alteração na forma dos dentes
- Aparência de sulcos próximos à gengiva
- Redução da altura dental em casos de atrição
Quando a dentina fica exposta, a sensibilidade pode se intensificar. Em estágios avançados, pode haver comprometimento estético e funcional.
Prevenção: o cuidado começa no dia a dia
A prevenção das lesões não cariosas envolve pequenas mudanças com grande impacto:
- Escovar os dentes com técnica adequada e força moderada
- Utilizar escovas de cerdas macias
- Evitar escovar imediatamente após consumo de alimentos ácidos (aguardar cerca de 30 minutos)
- Reduzir a frequência de bebidas ácidas
- Controlar o bruxismo com acompanhamento profissional
- Manter acompanhamento odontológico periódico
A saliva também exerce papel importante na neutralização de ácidos. Manter hidratação adequada e avaliar possíveis alterações sistêmicas é parte do cuidado integral.
Um olhar atento para preservar a estrutura dental
As lesões não cariosas são cada vez mais comuns, mas podem ser controladas quando diagnosticadas precocemente.
O acompanhamento regular permite identificar sinais iniciais e intervir de forma conservadora.
Preservar a estrutura natural do dente é sempre a melhor estratégia. Por isso, a avaliação clínica individualizada é essencial para entender o que está acontecendo em cada caso e definir o melhor caminho.
Cuidar hoje significa proteger o sorriso no futuro, sempre com equilíbrio, orientação adequada e responsabilidade clínica.

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Dra. Kátia Rie – CROSP 41476
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Trabalho com aparelhos ortodônticos e Invisalign, realizo clareamento dental e limpeza com AirFlow, dentre outros tratamentos — sempre com foco na estética, saúde bucal e bem-estar dos meus pacientes.
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